domingo, 6 de dezembro de 2009

500 days of Summer - Sobre o filme



Atendendo a pedidos dos meus leitores, vou falar sobre o filme. :-)

Para começar, embora seja a história de um encontro entre um homem e uma mulher, não é uma história de amor. Na verdade, o amor existe, mas é unilateral. Então é amor ou não? Sei lá. O fato é que ele, Tom, rapaz sensível que entendeu errado o final de A Primeira Noite de um Homem e foi influenciado por músicas depressivas da década de 80, achava que não seria feliz até encontrar ela, Summer.

E ele se encanta de forma intensa por ela, que só quer ser divertir. Ah, você já viu esse filme? Rolou um dejá-vu? Eu sei, também senti isso.

Eles se dão bem, são amigos, se divertem muito, mas as percepções sobre o relacionamento não são as mesmas. Muito pelo contrário. E um dia ela o surpreende dizendo que não fazia mais sentido eles se encontrarem. A partir daí o filme tem a sensibilidade de mostrar como temos dificuldade de encarar a realidade, de imaginar que o outro vai mudar e se encantar também. Isso até acontece, mas é tão raro.

Quando disse antes que foi um tratamento de choque, queria dizer que o filme, com um enredo aparentemente tão simples, me fez pensar o quanto tenho de Tom e o quanto sou a Summer.

Como boa Maricota, já fui o Tom inúmeras vezes. E sofri como ele, indo ao fundo do poço por pensar que poderia buscar reciprocidade. Só que não há ciência, não há regra. Precisa de bastante atitude sim, mas também de sorte (você ou ele podem estar comprometidos com outras pessoas, podem morar longe um do outro, um dos dois pode estar numa fase ruim) de afinidade e vontade. Isso, precisa vontade. Dos dois. Senão não vai acontecer, embora você se perca em supostas coisas em comum (gostos musicais, manias, hobbies, qualquer coisa pode te ludibriar). Quem leu o post da @ladyrasta vai entender: A Bulgária não vale a pena. Não adianta você revirar céus e terras se outro não tem VONTADE. Parece simples, né? E é. Só que a gente sonha tanto que às vezes nem percebe que a empatia não é assim tão forte como a gente gostaria.

Se eu já fui a Summer? Já sim. Poucas vezes, a bem da verdade. Porque sou moça com idade mental de trezes anos para relacionamentos e tenho apanhado bastante por isso. Mas de toda forma, houve uma pessoa de quem gostei muito, muito e com quem nunca consegui manter um relacionamento quando estava apaixonada, por vários motivos, um deles por conta da distância. Naquela época eu não tinha um salário bom (ainda não é sensacional, mas melhorou um bocadinho :-)), as passagens eram caríssimas e a gente não se via com frequência. Bem, não era só isso. Hoje eu vejo que a criatura não era assim alguém em quem se pudesse confiar. Mas enfim, como diz o meuamigocantor, às vezes não tem conselho de amigo ou comoção familiar que faça você mudar de ideia. E eu não mudei. Só que, quando voltei pro Rio e nós finalmente estávamos próximos, o encanto havia acabado. Fui vendo que a figura não era bem aquilo que eu imaginava...O fato é que eu fui a Summer durante um bom tempo. Me diverti sem qualquer envolvimento. E um dia falei que não iríamos mais nos ver. Simples assim.

Bem, veja o filme, vale a pena pelo enredo, pela trilha maravilhosa, pelo que te faz refletir.

2 comentários:

Monica Rocha disse...

Estava esperando o retorno que não é da pantera, mas pelos comentários seus, minha curiosidade não vai sossegar enquanto não ver o filme...tb quero saber com quem me identifico...bjs

Monica Rocha disse...

Espindolinha...sim, ví o filme, lí o post da Bulgária...e fiquei tristinha...porque talvez passemos uma vida inteira atrás desse amor que queremos. Dei sorte pq "creio" que finalmente encontrei a tampa da minha panela, mas lá se vão 44 anos, provavelmente mais da metade do que ainda vou viver...bem, pelo menos encontrei..tem gente que qdo encontra não se oportuniza ou sabota tudo...enfim...tolerância é o que falta mesmo nas relações, é isso...